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Módulo ministrado por conselheiro-substituto retoma pós-graduação ofertada a representantes do TJ, MP e TCE

A pós-graduação “lato sensu” em Estudos Avançados sobre o Crime Organizado e Corrupção (Orcrim), uma realização das unidades de educação corporativa do TCE (Escola Superior de Contas/Escon), do TJ (Escola da Magistratura/Emeron) e do MP (Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional/Ceaf), foi retomada nos últimos dias 8 e 9 com módulo sobre a contabilidade forense.

Trata-se do quinto módulo do curso, que é destinado à qualificação de agentes públicos das instituições organizadoras (Tribunal de Contas do Estado, Tribunal de Justiça e Ministério Público estadual), além das Polícias Civil e Militar. As aulas ocorrem nas dependências da Emeron, em Porto Velho.

Nesse módulo, todos os conhecimentos, orientações e informações foram repassados pelo conselheiro-substituto do TCE rondoniense, Omar Pires Dias, que é um estudioso das temáticas envolvendo a contabilidade forense ou contabilidade investigativa (como também é conhecida), inclusive tendo obra publicada sobre o assunto.

INVESTIGAÇÃO

Inicialmente, o conselheiro-substituto Omar Dias explicou que, apesar da contabilidade, cujo objetivo principal é fornecer informações econômicas e financeiras que subsidiem processos de tomada de decisões, existir desde os primórdios da humanidade, apenas recentemente a justiça enxergou nela uma ferramenta para investigar e comprovar fraudes e outros crimes contra o erário.

Esclareceu também as diferenças entre a perícia contábil e a contabilidade forense. “A perícia é restrita, respondendo a quesitos que exigem conhecimento técnico específico. Já a contabilidade forense (ou investigativa) é parcial, visto que há um indício, e muito mais profunda, pois busca os elementos de prova”, explicou.

Omar salientou ainda que, ao contrário da perícia e da auditoria, que só podem ser realizadas por contadores, a contabilidade forense pode ser executada por profissionais de outras áreas, como o direito, bastando que estes tenham habilidades investigativas, conhecimentos contábeis e jurídicos para analisar os dados postos.

Após as explicações teóricas, os alunos fizeram atividades práticas. Divididos em grupos, analisaram diferentes casos e aplicaram as técnicas de contabilidade forense aprendidas.

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