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Mais segurança: MPC e MP recomendam medidas para reforçar proteção de crianças e adolescentes em Rondônia

Garantir ambientes educacionais mais seguros e prevenir situações de violência que ameaçam crianças e adolescentes são desafios urgentes para o poder público.

Com esse foco, o Ministério Público de Contas de Rondônia (MPC-RO) e o Ministério Público do Estado (MP-RO) emitiram recomendação conjunta ao Estado e aos municípios para ampliar mecanismos de proteção a esse público, especialmente em espaços financiados com recursos públicos.

A medida busca reduzir riscos e fortalecer a segurança de estudantes e suas famílias, assegurando que profissionais que atuam diretamente com crianças e adolescentes estejam submetidos a controles mais rigorosos.

A iniciativa tem potencial para diminuir vulnerabilidades e reforçar a confiança dos pais nas instituições de ensino e em atividades sociais custeadas pelo poder público.

ORIENTAÇÕES AO ESTADO E MUNICÍPIOS RONDONIENSES

A recomendação conjunta determina que gestores estaduais e municipais adotem procedimentos formais para cumprir a Lei nº 14.811/2024, que tornou obrigatória a verificação e atualização semestral de antecedentes criminais de todos os profissionais que trabalham com crianças e adolescentes.

Entre as principais orientações estão:

  • exigência e controle periódico das certidões de antecedentes criminais;
  • manutenção de cadastro atualizado de colaboradores;
  • criação de protocolos de fiscalização;
  • inclusão dessas obrigações em contratos, convênios e parcerias;
  • verificação do cumprimento das exigências também por instituições privadas de ensino.

O MPC-RO destaca que a iniciativa tem caráter preventivo e fortalece a governança pública, a transparência e a proteção de direitos fundamentais. O descumprimento injustificado poderá resultar em medidas por parte dos órgãos de controle.

A orientação foi formalizada por meio da Notificação Recomendatória Conjunta Circular nº 01/2026/MPC/MPE, que consolida as medidas exigidas pela legislação federal e direciona o poder público para ações de prevenção estruturada.

O documento foi encaminhado aos entes estaduais e municipais responsáveis pela execução das políticas educacionais e sociais.

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