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SEMANA NACIONAL DA BIBLIOTECA E DO LIVRO

A Semana Nacional do Livro e da Biblioteca foi instituída pelo Decreto Nº 84.631 de 09 de abril de 1980, com início em 23 de outubro e término a 29, essa última data consagrada ao Dia Nacional do Livro, pela Lei 5.191de 18 de dezembro de 1980.
Chama-se biblioteca toda coleção, privada ou pública, de registros dos mais variados suportes.
Existem vários tipos de bibliotecas: nacionais, públicas, acadêmicas, de pesquisa, empresariais, especializadas, escolares, privadas dentre outras.
As bibliotecas remontam três mil anos antes de Cristo, com os papiros e pergaminhos. Na Assíria, 650 a.C., o rei Assurbanipal, possuía cerca 25.000 tábulas de documentos.
Com a cultura greco-romana é que surge o conceito de biblioteca que conhecemos hoje, palavra de origem (grega: biblos, livro; e theke, depósito). Os templos gregos possuíam bibliotecas e arquivos, e um dos grandes colecionadores era Aristóteles.
No império romano temos as bibliotecas formadas por: César, Caio Asinio Pólio, Augusto (Otaviana e Palatina) e Trajano (Ulpiana).
Na Idade Média os precursores foram em Constantinopla, imperador Juliano e no Império Bizantino, Justiniano. As bibliotecas, na Idade Média, também chamadas “bibliotecas do saber”, apresentavam um aspecto familiar, ou até mesmo pessoal dos homens do saber, na qual mensurava a sua cultura. Essas bibliotecas caracterizavam às vezes tradicionais, neutras, escolares e outras modernas, demonstrando assim a homogeneidade cultural das “bibliotecas do saber”.
No mundo islâmico não podemos nos esquecer das bibliotecas de Bagdá, Cairo e Bassora.
No Ocidente, no período do renascimento e da reforma, havia colecionadores como Petrarca. E surgiram as bibliotecas de Marciana (Itália), Laurenciana (Florença) e a Vaticana. Na França, a Biblioteca Real Francesa; na Espanha, a de Escorial e, na Inglaterra, a biblioteca do Museu Britânico. Depois apareceu em Moscou a biblioteca de Lênin, e muitas outras surgiram ao longo desses anos.
No Brasil, a mais antiga biblioteca é a do Mosteiro de São Bento, em Salvador. Depois, a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, fundada em 1808, com a chegada da Família Real ao Rio de Janeiro. Em São Paulo, destacam-se as bibliotecas Municipal Mário de Andrade e a da USP. E em Brasília, as bibliotecas da UNB, do Senado e muitas outras na Esplanada dos Ministérios.
Assim, nessa longa trajetória das bibliotecas e do livro, elas foram de fundamental importância para a sociedade. Portanto temos que valorizá-las e usá-las ao máximo, mas cuidar e preservar ao dobro, para que as gerações futuras possam usufruir desse labirinto de conhecimento.
Fonte:
Josimar Batista dos Santos
Bibliotecário do TCE-RO

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