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Conselheiros visitam obras da usina hidrelétrica de Santo Antônio

Idealizada para gerar 3.150 megawatts (MW) de energia para o Brasil, a Usina Hidrelétrica (UHE) de Santo Antônio, no rio Madeira, recebeu na última segunda-feira (9) a visita de uma comitiva do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO), composta pelo presidente, José Gomes de Melo, e pelos conselheiros Edílson de Sousa Silva, José Euler Potyguara Pereira de Mello e Francisco Carvalho da Silva e Lucival Fernandes.

Eles foram recepcionados pelo gerente-geral de obras Nelson Caproni Júnior e pelos engenheiros Tasso Rossi, Welson Correa e José Tomás França Fontoura, todos do Consórcio Santo Antônio, uma iniciativa público-privada – integrada por Andrade Gutierrez, Odebrecht, Furnas, Cemig, Banif e Santander e Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) –, que é o responsável por tocar a obra, a maior do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.

Inicialmente, o gerente e os engenheiros apresentaram números, estatísticas e curiosidades sobre a construção da usina, iniciada em setembro de 2008. Com potência instalada de 3.150,4 MW, a Hidrelétrica Santo Antônio está prevista para entrar em operação em 2012, atingindo plena capacidade, no máximo, em 36 meses após sua inauguração.

“Mas nós trabalhamos para antecipar esse prazo e começar a gerar energia já em dezembro de 2011, um ano antes do prazo”, disse Nelson Caproni. Quando estiver operando a plena potência, a UHE produzirá mais de 19,5 milhões de megawatt-hora (MWh) por ano de energia elétrica – o equivalente a cerca de 4,3% da produção brasileira no ano de 2007.

A UHE Santo Antônio contará com 44 turbinas bulbo, que permitem o aproveitamento da própria vazão do rio Madeira para a geração da energia, sem a necessidade de elevadas quedas d’água para mover as turbinas. “Essa técnica permite a operação sem a necessidade de formação de um grande reservatório, diminuindo consideravelmente a área alagada e reduzindo o impacto na floresta amazônica e nos ribeirinhos da localidade”, explicou Welson.

Nesse aspecto, ainda segundo o engenheiro, o reservatório da hidrelétrica de Santo Antônio será de 271,3 quilômetros quadrados. “Mas, desse total, 151 quilômetros quadrados já são inundados pelo rio Madeira, durante o período da cheia”, disse, enfatizando que o volume de água do lago será de 2,1 bilhões de metros cúbicos.

Na construção da usina, será utilizado concreto suficiente para erguer 39 estádios iguais ao do Maracanã, no Rio de Janeiro, e aço suficiente para se construir 18 torres Eiffel, o cartão-postal da França. Carros, caminhões e outras máquinas utilizadas na obra vão consumir 135 milhões de litros de combustível.

Emprego

Localizada a 10 quilômetros de Porto Velho, a UHE de Santo Antônio vai, no pico das obras, em 2011, dar emprego a 10 mil pessoas, sendo 86% mão de obra local, dos quais 14% só de mulheres. “Já temos operadoras de perfuratriz, sinaleiras, motoristas, ou seja, mão de obra especializada mesmo”, contou Caproni.

Para alimentar todos esses trabalhadores, são processados, mensalmente, 57 mil quilos de arroz, 38.400 de feijão e 79 mil quilos de carne. “São consumidos, ainda, 184 mil copos de leite e 800 mil xícaras de café”, acrescentou Welson.

O engenheiro Tasso Rossi informou, ainda, que está sendo construído no canteiro de obras um alojamento para 3 mil pessoas, com toda infraestrutura necessária, além de opções de lazer.

Importância

Os números impressionaram o conselheiro presidente José Gomes de Melo. “A grandiosidade da obra reflete bem a sua importância para o setor energético do Brasil”, disse.

Mesmo a UHE sendo uma obra do governo federal – e, portanto, sob a área de fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU) –, José Gomes disse que a visita valeu a pena: “Todos que lidam diretamente com a administração pública têm por obrigação conhecer e entender como funciona uma obra como essa”.

O conselheiro substituto Lucival Fernandes concordou com José Gomes, ao comentar que o Tribunal de Contas do Estado não pode ficar alheio à repercussão de um empreendimento como o da Usina de Santo Antônio. “É uma obra do governo federal, sim, mas com reflexos diretos na economia e no cotidiano do rondoniense, nos quais estamos inseridos”, lembrou.

O conselheiro Edílson de Sousa Silva, por sua vez, ressaltou os aspectos positivos da construção da hidrelétrica, como o desenvolvimento para o Estado e a capacitação dos trabalhadores, mas não se esqueceu dos impactos negativos: “Precisamos estar atentos, pois aumenta a demanda nas áreas de saúde, educação, infraestrutura e meio ambiente”.

Já o conselheiro José Euler destacou que “uma obra como essa, de Santo Antônio, demonstra que, quando se tem planejamento, tudo é possível”. O conselheiro Francisco Carvalho enfatizou a importância da hidrelétrica para a economia de Rondônia: “A geração de emprego e, consequentemente, de riqueza é muito grande”.

Logo após a apresentação, os representantes do TCE foram convidados a conhecer as outras dependências do canteiro de obras da hidrelétrica.

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