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Conselheiro do TCE destaca crescimento do Estado durante workshop na Ulbra/Porto Velho

O crescimento do Estado, em sintonia com a realidade nacional, e uma sugestão para que Rondônia intensifique o comércio exterior, aproveitando a saída para o Oceano Pacífico, foram alguns dos assuntos abordados pelo presidente em exercício do Tribunal de Contas, conselheiro Valdivino Crispim de Souza, durante palestra no anfiteatro da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) de Porto Velho.

A apresentação do conselheiro, realizada na noite da última sexta-feira, fez parte da programação do Workshop da Estratégia, que contou com a presença de lideranças empresarias da Capital, além de diretores de universidade, professores e acadêmicos.

Durante sua explanação, Crispim falou de seus trabalhos e estudos, tanto no âmbito técnico quanto no acadêmico-científico, os quais se baseiam em mais de 30 anos de coleta de dados e informações, além de observações, sobre a evolução da economia de Rondônia, comparativamente a dos demais estados da região Norte e do Brasil.

Na questão do Produto Interno Bruto (PIB), ele lembrou que, ao longo dos últimos anos, Rondônia e o Brasil têm apresentado crescimento muito semelhante. Ainda em relação ao País, Crispim falou da importância de se rever a política tributária e a preocupação que se deve ter com a possibilidade do retorno da inflação e com a competitividade em tempos de globalização.

O palestrante falou, ainda, da redução do gasto público como fator preponderante para a melhoria do serviço que é prestado à população. “O administrador público precisa rever essa questão, dando mais efetividade ao gasto público, com padrões de eficiência e economicidade”, acentuou.

Sobre Rondônia, Crispim citou números positivos da economia, demonstrando que o Estado, mesmo em período ainda de crise, continua crescendo acima da média dos demais estados da região: “Rondônia sempre foi um estado deficitário, mas, de 2002 para cá, passou a apresentar resultado primário positivo, demonstrando que o Estado é um dos mais equilibrados do País.”

Nessa marcha, segundo o conselheiro, Rondônia alcançará em breve a banda superior do Brasil, em termos de renda per capita: “Isso efetivamente deve acontecer entre 2014 e 2015, confirmando, aliás, estudo de minha autoria realizado em 2001, quando já projetava esse avanço para o nosso Estado.”

Para alavancar esse desenvolvimento, Crispim sugere que o Estado impulsione o comércio exterior. “Por que não temos uma representação na Índia ou na China, que fazem parte do chamado Bric?”, questionou, acrescentando que, nesse processo, é fundamental contar com órgãos específicos de estratégia, a fim de trabalhar desde a mão de obra local até a formação de parcerias, visando oferecer os produtos rondonienses aos novos mercados consumidores.

Finalizando, o conselheiro citou as cinco estratégias que levarão o Estado à condição de gerenciabilidade: revisão tributária, fomento do setor produtivo, desenvolvimento do comércio exterior, manutenção do equilíbrio fiscal e definição de padrões de investimento público.

LIVRO

O workshop teve sequência ainda na sexta-feira com a palestra e o lançamento do livro do economista Rodrigo Mendes Carpina, sob o título “A estratégia por trás do ‘Balanced Scorecard’”. Ele aproveitou para falar sobre os estudos que o levaram a escrever e lançar a obra.

“O Brasil, relativamente ao seu mundo corporativo, não tem mais que planejar, pois já alcançou um nível de excelência. O que tem de ser feito agora é a execução do Plano Estratégico, pois, assim, as organizações alcançarão seus objetivos e resultados”, disse, explicando, ainda, o porquê da abordagem focada no “Balanced Scorecard” (BSC), ferramenta de metodologia de gestão estratégia bastante difundida no meio empresarial.

O BSC, segundo Carpina, tem diversas ferramentas estratégicas, as quais são vinculadas a quatro perspectivas: financeira (gestão de custos por atividade); dos clientes (sistema CRM); dos processos internos (sistema Six Sigma); e do aprendizado e crescimento (conceito de gestão do capital humano). “Basta ao gestor, saber compreender e aplicar essas metodologias, visando alcançar o objetivo na execução do seu Plano Estratégico”, concluiu.

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